Qualidades que procurar em um parceiro de vida

É tão fácil ficar atraído(a) pela pessoa, que você acaba se esquecendo de algumas qualidades essenciais que deve notar. O que procurar em um parceiro é muito mais importante do que simplesmente encontrar alguém que queira estar ao seu lado.Um relacionamento duradouro precisa ser antes de mais nada, recíproco. Atributos comuns que vêm à mente incluem inteligência, bondade, senso de humor, atratividade ou confiabilidade. Mas independente do que achamos que estamos procurando em um parceiro, as pessoas que acabamos escolhendo não correspondem necessariamente aos nossos critérios de companheiro ideal. Lembre-se de que o homem que você escolher para toda a vida precisará estar presente para apoiá-lo nas grandes e pequenas coisas da vida. Certifique-se de que ele está pronto para o desafio e pode dar a você o que você precisa para tornar sua vida plena. Aqui está o que procurar em um cara # 1 Uma atitude “roll-with-it”. Quando a ... Então, pegue a sua lista do que você está procurando em um homem, e compará-lo com o nosso, porque estes são dez das qualidades mais importantes de um bom namorado. 1. Lealdade. Devemos todos ser capaz de esperar que os nossos parceiros ganhou`t enganar-nos, mas a lealdade vai mais longe do que apenas isso. Estar com alguém é mais do que amor. É gentileza e compreensão. É entender que a outra pessoa tem suas próprias necessidades e que o outro precisa de espaço. Entender que a vida é mais do que estar junto em um relacionamento superficial. Relacionamento tem que ser para valer, estar junto na felicidade e na tristeza. Compartilhar Se perguntarmos a uma pessoa para listar todas as qualidades que ela quer em um parceiro, existe a possibilidade da lista não ter fim. Devido à nossa natureza muito exigente, é difícil colocar um fim à lista de desejos. Não existe lógica em se apaixonar. Pode acontecer em qualquer lugar, qualquer momento e em quaisquer … Pense nas qualidades que você busca em uma parceira. Talvez você só vá entender mesmo o que espera de uma parceira quando viver aquela cena típica de filmes, em que duas pessoas trocam olhares e imaginam uma vida inteira juntas. Ainda assim, não custa nada pensar nas qualidades que queria que a sua futura namorada ou esposa tivesse.

O caçador de segredos [longo e bastante amador]

2019.01.11 15:41 Dimitri_Vladvostok O caçador de segredos [longo e bastante amador]

Eu quero fazer uma confissão. Não tenho ninguém que seja elegível a ouvir o que tenho a dizer, por isso vou jogar esse relato no confins da internet anônima antes que eu finalmente deixe de existir...o que não é de tudo ruim.
Tenho um dom, algo que você já deve ter visto ou ouvido falar de alguma forma similar, e provavelmente era falso. Mas comigo é verdade, infelizmente. Sabe aquele negócio de enxergar as ‘’auras’’ das pessoas? Pois então, eu não vejo auras, mas as ‘’camadas’’ delas. Vou explicar melhor. Cada pessoa tem suas ‘’informações’’ guardadas dentro dela. Essas informações são sua história de vida, fraquezas, qualidades, gostos, desgostos, segredos, memórias, sentimentos, etc. Cada uma dessas informações tem um certo grau de confidencialidade, e são divididas entre camadas, onde as coisas mais superficiais e ‘’visíveis’’ ficam na camada mais externa, e os segredos e características mais profundas ficam nas camadas internas. ‘’Pessoas são como cebolas’’ é o que costumo dizer, graças a isso.
Durante a vida conhecemos uma quantidade incontável de pessoas, e cada uma delas sabem uma certa quantidade sobre você, e vice versa. Cada uma sabe até uma certa camada da sua pessoa, e você, conhece diferentes camadas de diferentes pessoas, geralmente quanto mais próximo, mais profundo. A questão é que consigo ver isso no mundo real, de forma telegrafada, (agora que domino essa habilidade) no momento que quiser. Mas não pense que isso é algo bom não, é exatamente por causa disso que estou escrevendo esse texto, e contando o que aconteceu.
Desde que comecei a sair da adolescência e entrar para a vida adulta tive muito empenho em ajudar os outros e ser gentil, me faz me sentir útil aos outros, mais vivo. Talvez porque nunca experimentei esses valores durante a infância, mas isso não vem ao caso. É um episódio que ficou para trás, e não vou desenterrar ele. Graças a essa boa atitude, conheci muita gente, e lentamente graças a algumas dessas pessoas fui perdendo minha timidez. Me tornei um bom ouvinte, aprendi a conversar e ser uma pessoa mais adorável de se ter perto. Li vários livros sobre esse tema, e a coisa mais importante que aprendi foi que a coisa que todo ser humano mais anseia é a apreciação. Todo mundo quer ser apreciado, ouvido, gostado pelos outros. A sensação de ser importante é como uma droga, e nós alimentamos os outros com ela por meio de conversa e linguagem corporal. Existem diversos pequenos sinais (visíveis e subconscientes) que lhe mostram que alguém está interessado no que você está dizendo ou fazendo, sendo um ouvinte ativo, pela postura amistosa e interessada, no olhar.
Por entender isso, passei a virar parceiro de conversa de muita gente. Muitas vezes falava com alguém que considerava somente um mero colega, aquele que você se dá bem mas não para chamar no aniversário, e essa pessoa começa a contar sobre sua vida ou algum problema, algo pessoal. Então eu entro em um estado de ‘’woah porque ele tá falando isso?’’ e tento meu melhor para ajudar.
Quando completei meus 18 anos algo mudou, um dia qualquer eu acordei com a visão toda embaçada, pensei ter ficado parcialmente cego ou algo do tipo, depois de um certo pânico tudo voltou ao normal. Mas eu estava sozinho em casa aquele dia, minha família havia ido viajar a negócios e só voltava no fim de semana. Nessas horas meu contato humano é bem escasso, gosto de ficar em casa sozinho fazendo tudo que dá na telha, com o silêncio e somente os sons que eu mesmo produzo. Quando saí na rua, já estava vendo as pessoas daquela forma: No peito de cada um havia um círculo, como se estivesse pintado em seu corpo. Claro que inicialmente foi um choque, apesar de ler um pouco sobre misticismo e pessoas com ‘’dons’’ não levava isso completamente a sério. Saí na rua e comecei a observar as pessoas, e todas tinham esse padrão. Até que encontrei um amigo no caminho, e ele era diferente. Haviam três círculos, cada um após o anterior um pouco mais para dentro e menor. Fiquei olhando pra aquilo feito um bobo a ponto de nem me lembrar de cumprimenta-lo, até que voltei a realidade quando o mesmo me chamou alegremente para dar oi. Voltei pra casa, pesquisei sobre isso, nada. Nem nos fóruns mais malucos onde lunáticos claramente inventam superpoderes e acontecimentos havia algo sequer similar a isso.
Dias depois, quando encontrei meus pais, notei que eles tinham também esses círculos, mas ainda mais que o meu amigo, e mais profundos. Como não sou tão bobo, finalmente percebi a lógica disso. Eram pessoas mais próximas, comecei a comparar a quantidade dos círculos de cada um com coisas sobre eles, até que cheguei no ponto: Grau de conhecimento sobre a pessoa.
Depois de meses aceitando e até mesmo ignorando esse curioso caso que agora afetava minha vida, tentei achar alguma utilidade boa para isso. Comecei a participar de comunidades de ajuda, prevenção ao suicídio, coisas assim. Na minha cabeça, se eu tivesse essa vantagem de saber o quanto eu já sabia sobre cada pessoa que estava em um caso perigoso, junto com minha tendência a ajudar e conversar bem, poderia lidar melhor com cada um se baseando nessa margem. Se eu já enxergasse fulano com vários círculos depois de algumas conversas, saberia que tenho bastante informação para trabalhar, e poderia ajudar e dar conselhos com base no que sabia, porque era tudo verdade. Como uma ‘’confirmação’’ de que estava tudo certo.
Tudo ia muito bem, me convenci de que isso era mais uma bênção que só um evento aleatório. Até que involuntariamente comecei a usar isso na minha vida. Nos meus amigos. Nos meus parentes. Havia essa amiga, Vamos chama-la de Ms. Ms e eu éramos amigos de um bom tempo já, conversámos muito e se dávamos incrivelmente bem. Depois que ganhei esses olhos (É como passei a chamar minha habilidade), percebi que ela tinha 3 camadas. Fiquei contente até, como já disse antes, foi uma confirmação de quão ‘’confiável’’ eu era.
Não.
3 camadas, pelo que observei com o tempo, é o nível ‘’amigo’’. Na vida, 95% das pessoas com quem você faz amizade serão amigos, e somente 5% serão os amigos mesmo. Aquelas pessoas com quem você pensa em chamar e conversar, que você vai além do small talk ou de conversa oportuna em um momento social, aquela pessoa que você confia. Esses são os 5%.Sinceramente, nunca tivesse interesse algum em pessoas que não fossem dos cinco. É como se elas só enchessem um vazio que precisava ser preenchido porque a sociedade manda você ter muita gente e interagir o tempo todo. É como se tudo que fizesse com essas pessoas fosse artificial, mais como um trabalho que como algo genuíno e voluntário. Acontece que, eu considerava Ms. Uma pessoa do grupo de amigões, baseado em vários dias e conversas pessoais, etc. Nos entendíamos, assim como era com algumas outras poucas pessoas, que ao contrário dela, tinham mais camadas. Toda vez que aparentemente atingíamos um nível diferente, seja falando sobre um problema ou história, pessoalmente, nada mudava. Eu ainda enxergava as 3 camadas.
Confesso que tenho um certo vício nisso. Em ser apreciado, confiado, importante. Agora, percebo que grande parte das coisas que eu fazia eram pela recompensa, onde eu no fundo não dava a mínima para a pessoa em si, só pela sensação, a gratidão. E enquanto por um lado isso não faz diferença para a pessoa, pois tecnicamente ainda sou algo positivo para elas ajudando, o caso muda quando sinto que perco essa importância. A complacência imediata para o que der e vier se converte lentamente em apatia, pois sendo franco, aquele indivíduo não me servia mais.
Com o tempo isso começou a acontecer com Ms, pois fiquei cheio de nada nunca acontecer, e esse mistério de aparentemente estarmos bem mas meus olhos dizerem o contrário. Mas deixamos essa história de lado por enquanto.
Graças aos olhos, também comecei a detectar mentiras ou irregularidades nas pessoas quando conversávamos. Em algumas ocasiões, em algum momento quando me falavam algo mais pessoal, considerado uma camada mais funda que o normal, nada mudava. Eu metodicamente categorizei cada tipo de informação de acordo com seu grau de camada visível, baseado em quando tal informação foi contada e a mudança imediata de camada na pessoa. E por causa disso, segundo o padrão, nessas situações seus círculos deveriam imediatamente aprofundar em um nível, pois havíamos atingido uma nova fase. Mas não, não acontecia. Então ou era mentira, ou irrelevante. Mas aí é que está! Ela contava como se fosse algo importante. O que indicava segundas intenções, e quase nunca estive errado sobre isso.
Meu pai. Ele só tinha quatro camadas. Isso significa conhecimento sobre gostos e hábitos, e opiniões. Mas isso é superficial, não pode ser o máximo que você tem com seus pais. Deus, eu tinha amigos dos 95 mais profundos que ele! Comecei a me questionar se era porque mentia muito para mim (ou nós, como família) ou se simplesmente não falava nada mesmo. Comecei a puxar assunto com o velho, querer saber das coisas, virar ‘’amigo’’ mesmo dele. Nada. Certo dia, enquanto ficávamos sentados na varanda tomando café e conversando, tentei me puxar para as histórias de família, infância, até conhecer minha mãe, etc. E ele falou bastante coisa, a maioria eu já sabia, mas absolutamente nada aconteceu. Eu queria saber o que havia de errado com ele. Eu queria saber o que me levaria a chegar mais fundo nele. E eu nunca percebi o quanto errado eu estava agindo, como não me importava com ninguém, como minhas buscas eram egoístas e sem empatia pelos outros. Decidi olhar seu celular, o bobão usava a mesma senha para absolutamente tudo. Entrei no seu e-mail, abri seu whatsapp até as primeiras conversas do telefone, Messenger, tudo. Ele falava com muita gente. A grande maioria eu não faço ideia de quem sejam. Descobri que ele tem aquele hábito de tiozão grotesco que mexe no facebook, fica indo em privado de mulheres novas e atraentes, falando aquelas frases horríveis de cantada como se fosse um iludido galanteador dos anos 90. Minha espinha doía lendo aquela vergonha alheia, nem cheguei a pensar na parte de isso de certa forma ser traição.
‘’Como está o garoto?’’‘’Passou direto, esperto como o pai’’
‘’ainda bem que ele puxou a cabeça, não a cara! Hahahha’’
‘’enfim, quando você vem ver ele?’’
O desgraçado tinha outra família escondido. Eu não faço ideia como, vasculhei um pouco o perfil dessa mulher e aparentemente o filho dela tem uns 7 anos. Isso significa que foi durante o casamento, na metade dele, na verdade. Eu só queria ver ele pessoalmente naquela hora. Eu queria contar camada por camada, quantas haviam surgido naquele filho da puta. SETE. SETE. Ele achou que eu estava drogado quando comecei a olhar para o peito dele e contar em voz alta, olhos arregalados e uma cara de maníaco, até ir para o quarto. Aquilo era extremamente bem escondido e pessoal. Se fosse um mal entendido não poderia passar de sei lá, cinco. Mas não, Sete camadas. Eu havia acertado seu ponto fraco, e iria fazer bom uso dele.
Depois de muito tempo isolado com meus pensamentos de o que diabos eu iria fazer, comecei a revirar minhas memórias, analisar a tabela de camadas e como nada ali batia, como tudo provavelmente era mentira ou irrelevante, comparado a tudo que ocorria por baixo dos panos.Lembrei das vezes que os dois discutiam, e um certo evento se destacou dos outros. Enquanto o pai berrava sobre algum motivo de discussão imbecilmente aleatório como de costume, minha mãe, mais exaltada que o normal, solta ‘’Vai voltar a fazer igual antes? Tu começa de novo que vai direto para a cadeia’’. Eu não estava exatamente no local, para ser sincero estava no meu quarto, jogando, pouco me fodendo para ambos. Aquilo deu um click na minha cabeça, eu queria cavar mais a fundo isso. Então meu alvo era a mãe. Resumindo a história, ele tinha o excelente hábito de agredir. Principalmente quando bebia, algo que acontecia quando as vendas não iam bem.
Eu denunciei ele. O miserável me expulsou de casa antes de ir preso, obviamente. Arrumei um teto graças a alguns amigos e estava me virando, valeu a pena. Fiz testemunho, disse o que ouvi, forcei ela a dizer a verdade. Não foi difícil, mãe nunca foi a pessoa com grande QI. Na verdade eu estava fazendo um favor a ela se livrando desse lixo humano. Mas não, não estava pronto ainda. Eu conhecia alguém que estava preso por aqui também. O cara foi uma das pessoas que ‘’ajudei’’ nos tempos sombrios nos grupos de ajuda. Ele era um drogado, roubava qualquer pessoa sem dar a mínima, e para não ter peso na consciência, visitava o centro para contar que ‘’errou’’ e se arrependia. Pra mim era só uma desculpa para não se sentir um completo filho da puta, o que é ainda mais egoísta que roubar. Enfim, acontece que ele se dava muito bem comigo, afinal ele só queria algúem para ouvir suas lamentações e ir embora antes da polícia aparecer (não que eu tenha alguma vez chamado).
Como ele terminou preso? Foi pego, obviamente. Mas teve a feliz ideia de tentar bater no policial para fugir, e obviamente piorou mais ainda. Acontece que esse cidadão e meu velho iriam ficar temporariamente presos juntos, quem diria? Eu fui visitar esse velho amigo, dar umas risadas e tirar ele um pouco desse ambiente decadente sem esperança. E claro, pedir um favor. Contei para ele tudo que meu pai fez, com alguns comoventes detalhes, e conforme ele ia se identificando com a situação e falando que passou por algo parecido. Opa, mais uma camada! Fui moldando a história para ficar mais coincidente com a dele, afinal vale tudo para se ter apreciação e lealdade. Disse para ele dar uma surra no velho. Era o que eu mais queria fazer mas não era capaz. Ele disse para não se preocupar, a ‘’vida’’ iria dar o troco. Depois disso eu já sabia que meu trabalho estava completo.
Ele _Morreu_. Ele bateu tanto no velho que ele morreu. Hemorragia interna, sei lá. Algo importante (pra ele só) parou de funcionar. A parte boa foi o feriado que ganhei com isso. Consegui ganhar algumas boas partidas no Rocket League. Mãe, depois de me deserdar na família por aparentemente ter destruído a mesma (curiosamente ela _perdeu_ camadas depois disso), ligou pedindo se eu não iria. Respondi que precisava de 6 camadas para atender o pedido e desliguei.
Percebe como todo esse negócio foi saindo do controle? Eu estava me tornando um monstro, fissurado nessa maldição de camadas, saber demais e ser extremamente egoísta. Mas tristemente não foi o fim. Eu ainda tinha uma vida meio que andando. Tinha muitos amigos genéricos com quem poderia as vezes contar.
Conheci esse cara novo que começou a trabalhar comigo no setor de automação, e depois de umas semanas juntos, no demos muito bem. Era alguém muito quieto, notei que praticamente só falava _mesmo_ comigo. Trabalhei bastante em me aprofundar nele. Queria saber qual terrível falha ele tinha. Todos tem. Achar elas era meu hobby. Depois de um bom tempo nisso, me conta que fez a cagada de trair a namorada, com quem muito provavelmente iria casar. Eles terminaram por isso, mas já estava naquela putaria de ‘’estou brava mas quero voltar’’, sabe? Ah, mas que ironia. Mas um adúltero. Mas como esse era gente boa no geral, decidi só ‘’ajudar’’ ele mais uma vez. Voltar não era uma boa ideia, nunca iria se perdoar, iria lembrar do acontecido toda vez que olhasse para ela. O melhor seria partir para outra, e fazer ela achar isso também o certo. Claro, com um empurrãozinho. Fomos em um clube para maiores. Bebi pra krl, nem lembro direito como voltei. Mas não fiquei bobo antes de completar a missão: ele acabou ficando com 3, pegou ali mesmo, uma zona sem tamanho. Obviamente acabaram gravando, o vídeo se espalhou porque alguém saiu mandando pra geral, e virou até notícia. ‘’Noivo diz que não quer voltar fazendo vídeo com acompanhantes’’. É, foi um belo estrago. Mas ele ainda não acha que foi culpa minha, afinal foi a coisa certa. Só teve o infortúnio de sair de dentro daquele recinto.
Mas isso não ficou de graça não, ele me fez pagar, querendo ou não. Em um dia aleatório, enquanto trabalhávamos, conversando sobre nosso amigos, caímos sobre um colega em comum. Eu sempre imaginei que ele era do tipo espertalhão sacana, que é gente boa quando não custa nada mas muda se a coisa começa a custar algo para ele. Ou não pensa em ninguém quando tem chance de se dar bem, independente de se vai ferrar os outros. Nada fora do normal, estava quase no piloto automático falando com o rapaz.
‘’Mas ele é muito filha da mãe, tá pegando a Ms, e fica saindo sem pagar por aí com ela toda hora. Ainda fica com várias outras! Ele não perde uma hahaha’’
Era isso. Eu era só um otário tendo serventia. Ela me alimentava com qualquer merda para que continuasse orbitando ao redor, e ajudando. Fizemos dezenas de trabalhos de faculdade que ‘’precisavam ser entregues no dia e te contei como quem não quer nada’’ e nunca tinha tempo para fazer nada. Realmente, desse jeito não sobra tempo. Isso não iria ficar assim.
Eu lembro exatamente de como me senti naquele dia, me sentia traído, manipulado, fraco. É um grande choque quando se está muito tempo acostumado a ter tudo sobre controle. Devido a estar o tempo todo com aqueles olhos, não podia enxergar que o sacana da história era eu, não tinha nada de errado ali.
Lembro-me que ela falava muito sobre o carro. Pelo que entendi era parte muito importante da vida dela, tanto para trabalhar quanto pelo tanto de histórias que ele tinha e foi parte. Era um bom lugar para investir. Afinal, esse povo me acertava no lugar mais fraco, mentir sobre minha apreciação e importância, nada mais justo que acertar no lugar mais fraco deles também. Pesquisei bastante sobre motores, parte elétrica de carros, felizmente a internet tem conteúdo praticamente infinito, onde você aprende tudo o que quiser, basta procurar. Aprendi a superaquecer o motor. Com isso, com azar (ou sorte para mim) o carro também solta resíduos, que quando tocam alguma parte muito quente do veículo pode entrar em combustão. E para tirar o variável ‘’talvez’’, teria um pouco mais de óleo que o normal. Sem precisar de muito contexto, passei o fim de semana na casa da família dela. Durante a madrugada, depois de todo mundo beber excessivamente e desmaiar nos cantos da casa, peguei a chave do carro e fui fazer uma pequena inspeção. Preparei tudo conforme o planejado, estava tudo pronto. Já havia avisado a Ms que precisaria sair cedo no outro dia. Como combinado, de manhã já estava de pé e estávamos saindo. Todo mundo ainda dormia, ou pra ser mais exato, estava em coma alcóolico. Acho incrível como as pessoas gostam de beber tanto, só pra ficarem mais idiotas e morrer por algumas horas no dia seguinte. Enfim, ela foi para o carro, eu disse que só iria pegar a bolsa e ela já poderia ir ligando o carro.
Ouvi o motor dando a partida, os sons fora do normal e estranhos, levando a um grito de susto até chegar nos pedidos de ajuda. Com toda a pressa do mundo fui ajudar, mas já era tarde demais. O carro tinha virado um bloco gigante de carvão, e não tinha nem mesmo como pegar o extintor lá dentro. Ligamos para os bombeiros e tudo terminou ‘’bem’’. Ela parecia um cadáver. Não falava com ninguém, parecia que tinha perdido um parente. ‘’Bem feito’’ era o que eu dizia pra mim mesmo.
‘’Eu venci.’’
Até agora não sei o que eu venci. Era uma guerra? Uma disputa? O que exatamente eu ganhei com tudo isso? Sinceramente agora nada faz sentido. Se eu soubesse tudo isso, mas sendo outra pessoa, acho que iria matar ela. Mas sou eu, eu fiz tudo isso. Nas últimas semanas antes de ter um colapso mental tive alguns dias me sentindo o soberano, o rei. Havia até achado uma nova pessoa para explorar, e tinha começado a dar os primeiros passos.
Me olhei no espelho, e pela primeira vez percebi algo que esteve o tempo todo ali: Eu só tinha uma camada. O que diabos isso significa? Eu não me conheço?
Comecei a estudar sobre meditação, introspecção e coisas do tipo. Comecei a gastar horas meditando e refletindo, criei gosto por isso. Passei a entender alguns dos motivos pelos quais me sentia mal, por exemplo. Em dado momento surgiu mais uma camada. Quando cheguei a conclusão que eu iria ferrar de uma forma ou outra com a próxima pessoa também, não importasse o que acontecesse. Nessa hora percebi que realmente tinha a ver com o quanto eu me conhecia. E isso significava que eu não sabia _NADA_ sobre mim. Passei a questionar até que ponto eu me iludia das coisas que eu fazia, até onde meus ideais estavam certos. Vendo matérias sobre sociopatas, aprendi que eles também não enxergam o valor nas pessoas, elas são irrelevantes na escala emocional e afetiva. E caramba, eu estava pensando assim! Quanto mais parava para pensar mais me aprofundava nesse espiral de realização de que era uma escória para todos. Fazia reflexões e tirava conclusões sobre meus hábitos, como eu estava passando dos limites em cada situação e não tinha remorso, e em toda nova conclusão, uma camada brotava no meu peito. Eu nunca pensei que entender a mim mesmo fosse a coisa mais aterrorizante de todas.
Agora, que estou sozinho, isolado em um lugar escondido, longe de todos que afetei, espero meu fim. Não quero causar mais nada a ninguém, não quero ver suas camadas, não quero existir. E aqui chegamos ao fim, não sei quando ou onde você acabou lendo isso, mas não se preocupe, provavelmente tudo isso não vai passar de mais uma história absurda em um fórum anônimo.
Pessoas são como cebolas, quanto mais camadas tocar, mais você chora.
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O que procurar em um parceiro? - Blog de Namoro BrasilAmo

  1. Qualidade de Vida: Canadá vs Brasil
  2. Escolha Um Homem: O Que o Seu Subconsciente Revela Sobre A Sua Personalidade
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  4. [ DesafioNCP - Dia 14] CONHEÇA E RECONHEÇA AS QUALIDADES DO SEU(A) PARCEIRO(A)!
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